quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Sobre descobrir a Beyonce que habitava em mim

A gente é ensinada toda a vida que não é capaz. É desencorajada, colocada pra baixo, criticada... Vive com a alma machucada e desacreditada. E eu, não sei porque, sempre bati de frente com todas as críticas. No fundo, no fundo eu sempre soube que não podia aceitar aquilo, que não podia tomar aquilo pra mim, mas tinha vezes que eu fraquejava. Normal, né?! Logo depois eu voltava com força total e seguia em frente.
Só que no final do ano eu não soube lidar com essas críticas e caí real. Caí de uma maneira que nem eu me reconhecia. Onde tava a menina divertida que amava sair e ter todo mundo perto? Onde a Daylane forte e animada? Se perdeu... Se perdeu no "você precisa emagrecer", "seu rosto é lindo, mas você precisa cuidar desse corpo", "vai malhar, você vai se apaixonar!", "filha se você quiser a gente dá um jeito de você fazer uma bariátrica..." . Ao mesmo tempo que aquilo tudo me fazia um mal enorme, eu me sentia acolhida. Estranho, né?! Mas era o que eu sentia e, inclusive, cogitei não voltar da Bahia, em dezembro de 2016, mesmo depois de ouvir tudo isso.

Voltei pra São Paulo. Sofri na terapia. Sofri sozinha em casa. Chorava todos os dias. Estava em pedaços.

Mas um dia, um post de uma amiga me trouxe a luz. Ela estava na primeira aula do novo ciclo das Maravilhosas. Isso foi numa terça-feira de um janeiro quente. Na quarta, mandei mensagem pra você perguntando quanto tempo duraria esse curso. Na minha cabeça, era um curso livre, tipo uma workshop. Mas aí você me disse que ele duraria "pra sempre". Na quinta seguinte já estava eu, de legging e camiseta, passando calor e escondendo tudo o que me diziam não ser bonito. Mal sabia, mas eu estava entrando num caminho sem volta.

Aquelas suas palavras foram como música pros meus ouvidos. Pensei: "será que agora eu achei algo que eu realmente vou amar?!" . E me entreguei. Já tirei a camiseta e fui feliz. E desde aquele dia eu sou feliz talvez como nunca fui antes.
Entendi que sou bonita desse jeitinho aqui, com esse corpinho que Deus me deu, com todas as curvas, com a minha teta grande (que eu insistia em odiar e hoje eu amo), com meus brações de ogra fortona que conseguem se pendurar carregando essa corpão pesado e lindo na maior leveza. E fui cada vez mais acreditando em mim, cada dia mais me superando e enxergando viver a mulher que sempre batalhei pra ser. Por sua causa.

Ai Graziela Meyer... Sua poderosona... Você tem noção do poder que tem, mulher?!
Que coisa incrível é essa que você emana? É um bem querer, um carinho, uma humanidade, uma força e uma luz que talvez eu nunca tenha visto. Que contagia, que agrega, que inspira, que faz amar, que faz crescer, se superar, se transformar! Que faz a gente querer te amar ainda mais, todos os dias.
Não tem como não escrever pra você sem citar as maravilhas que você fez por todas nós. E, talvez, esse seja o seu maior presente: saber que por onde passa consegue arrebatar corações de mulheres que só precisavam de uma outra mulher como você pra se libertar. E esse dom e propósito que você tem, ninguém tira: é único e é seu.

E dentre tantos momentos e tantas palavras, o dia que me marca de todo esse nosso encontro foi o dia que você me mandou um whats me perguntando se eu topava ser a Beyonce Maravilhosa com meu squad pesadíssimo no Pop Plus. Lembra qual foi a primeira coisa que te respondi? Te amo! <3
Naquele momento eu vi que nada era em vão e o quanto você sente quem está ao seu redor.

E vou terminar dizendo pra você uma frase que você disse pra mim no domingo antes de dançarmos na Paulista, num dos áudios que eu mais chorei quando escutei: "TODAS AS COISAS QUE EU ACREDITO FAZEM SENTIDO QUANDO EU OLHO PRA VOCÊ". E fazem mesmo.

Você é Incrível, mulher!!!
Parabéns por essa vida linda que você construiu e por tudo que você é!
<3 <3 <3


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